Contando histórias
O passar dos anos nos levam a nos tornarmos contadores de histórias...
Minha avó viveu 103 anos, bem vividos. Todos na família acreditavam que ela não suportaria a partida de nosso avô, mas sobreviveu, e muito. Nos nossos últimos encontros ela costumava reclamar que Deus havia esquecido dela aqui na terra, que já não tinha mais o que fazer e só restava contar histórias do que viu e viveu, por fim comentava: "É... acho que alguém tem que ficar para contar histórias, eu estou ficando!" Morreu completamente lúcida, contando histórias.
Espero alcançar essa longevidade e dar continuidade ao que ela fazia com presteza. Conforme avanço nos anos vividos vou aprendendo a contar histórias. Prefiro o modo verbal, tenho maior fluência falando do que escrevendo, a escrita nos limita, acabamos preocupados com a ortografia e ainda não contamos com alguns recursos de interpretação.
Tenho fama de falador, mas confesso que penso muito mais do que falo. Grande parte de minha vida passei no volante de um carro, dirigindo sozinho pelas estradas de São Paulo, norte do Paraná e Sul de Minas. Rodava em média 150 mil quilômetros por ano! Fazia duas viagens: uma de carro e outra no pensamento. Colocava uma música de fundo e partia para os pensamentos mais diversos. Quando chegava ao meu destino tinha que esperar alguns minutos para que minha alma retornasse ao corpo.
Foi incontável os contos, crônicas e poesias que escrevi em pensamento. Ainda faço isso hoje, seja dirigindo ou lidando com minha horta, viajo em pensamentos. Me pego em reflexões, divago sobre os mais diversos temas, tenho longas conversas com Deus tentando entender seus movimentos. Foi nessas viagens que me apeguei mais a Natureza.
E assim vamos, envelhecendo e contando histórias.... rumo aos 110!
Tenho fama de falador, mas confesso que penso muito mais do que falo. Grande parte de minha vida passei no volante de um carro, dirigindo sozinho pelas estradas de São Paulo, norte do Paraná e Sul de Minas. Rodava em média 150 mil quilômetros por ano! Fazia duas viagens: uma de carro e outra no pensamento. Colocava uma música de fundo e partia para os pensamentos mais diversos. Quando chegava ao meu destino tinha que esperar alguns minutos para que minha alma retornasse ao corpo.
Foi incontável os contos, crônicas e poesias que escrevi em pensamento. Ainda faço isso hoje, seja dirigindo ou lidando com minha horta, viajo em pensamentos. Me pego em reflexões, divago sobre os mais diversos temas, tenho longas conversas com Deus tentando entender seus movimentos. Foi nessas viagens que me apeguei mais a Natureza.
E assim vamos, envelhecendo e contando histórias.... rumo aos 110!

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